Greenpeace quer evitar exploração de petróleo perto de bioma recém-descoberto


O maior navio do Greenpeace, o Esperanza, está no Brasil pela primeira vez para lançar a campanha Defenda os Corais da Amazônia. O objetivo é evitar que duas empresas explorem petróleo na costa norte do Brasil.

A embarcação sairá do porto de Santana, no Amapá, em direção à foz do Rio Amazonas, onde está um recife de corais, esponjas e rodolitos de 9,5 mil km² – uma área 20% maior que a Região Metropolitana de São Paulo. A descoberta desse sistema só foi divulgada em abril de 2016. O navio levará a equipe do Greenpeace para tentar registrar as primeiras imagens dos corais em seu habitat natural. Para isso, terão um submarino.

Os recifes de corais da Amazônia estão ameaçados pelo petróleo. A bacia da foz do Rio Amazonas é justamente a próxima fronteira de exploração petrolífera no mar brasileiro. A francesa Total e a britânica BP pretendem perfurar o território em busca do óleo e o Greenpeace pede que elas desistam dos seus planos. Os processos de licenciamento ambiental estão em andamento no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O plano das empresas é começar as perfurações entre 2017 e 2018.

“Queremos defender os corais da Amazônia e toda a região da foz do Amazonas da ganância corporativa, que coloca o lucro na frente do meio ambiente”, diz Thiago Almeida da Campanha de Energia do Greenpeace.

A atividade petrolífera ali traz o risco iminente de um derramamento. Isso é uma ameaça não apenas aos corais, mas a todo o ecossistema da foz do rio. Vivem ali, por exemplo, o peixe-boi-marinho, o tracajá e a ariranha: espécies ameaçadas de extinção segundo a lista da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) de 2014. “Com o navio, vamos mostrar ao mundo os Corais da Amazônia e deixar claro porque as companhias devem desistir já do plano absurdo de explorar petróleo naquela área”, afirma Thiago Almeida.

Foto: Esperanza, o maior e mais rápido navio do Greenpeace, navega por águas brasileiras para observar os recém-descobertos Corais da Amazônia. ©Daniel Beltrá/Greenpeace

Fonte:Greenpeace